sexta-feira, 27 de julho de 2012

O 'prazer' custou caro

Inacreditável a última derrota do Palmeiras no BR-12. O Palestra dominou completamente o Bahêa no primeiro tempo, mas depois do intervalo o caldo entornou, o fogo apagou, o Felipão endoidou e o juizão nos garfou.

- Apesar de João Vitor ter perdido seu gol-feito-de-cada-rodada;

- Apesar da sensacional arbitragem, que não apitava desde janeiro (!), ter anulado equivocadamente o gol de Obina, ter deixado de expulsar o Gil, deixado de apitar pênalti após toque claro de mão do zagueiro tricolor e, principalmente, ter inventado um pênalti ridículo sobre Lulinha;

- Apesar de Felipão ter feito lambança atrás de lambança, sacando o Barril em seu primeiro bom jogo no campeonato, tirando o Obina (que disse não estar cansado), colocando a múmia do Patrik e acabando com qualquer capacidade de criação do Palmeiras, expondo o time;

- Apesar de Maikon Leite, o burrinho sem freio, ter devorado a bola (mas só depois do jogo, de tão fominha que estava);

- Apesar de tudo isso, o principal responsável pela derrota atende pelo nome de Salto Alto. Depois do título, o time ainda não tinha falhado. Empatamos duas seguidas jogando bem, em situações adversas. Contra o Náutico, matamos o jogo com três gols em meia hora. Mas na noite desta quinta-feira, o Palmeiras jogou todo o primeiro tempo como se os gols fossem sair a qualquer momento. Bruno não teve trabalho algum antes do intervalo, mas os gols perdidos fizeram falta demais.

Além do mais, a formação palmeirense foi se desconfigurando rapidamente após cada mexida do Bigode. Saca só:

Barril por Maikon Leite: dessa vez, a troca da cadência pela correria deu muito errado.
Obina por Patrik: Dio mio.
João Vitor por Barcos: o volante saiu contundido, e Felipão arreganhou de vez o nosso meio, com poder zero de criação. Sem falar que o argentino, recém-chegado da sala de cirurgia, não conseguiu levar perigo algum ao gol de Marcelo Bomba.

Lamentável. A escalada palmeirense na tabela foi adiada. Expulso no último minuto de jogo, Felipão pelo menos arrancou algumas gargalhadas na sala de imprensa minutos depois.


"No lance do pênalti, ele achou que foi tão pênalti, estava tão convicto que sentou no chão, de tanta vontade de dar aquele pênalti. Que tesão que ele estava para marcar! Aí chegou até a escorregar... Deve ter sido isso, o êxtase. Ele deve ter gozado."

SCOLARI, Luiz Felipe


Que baixaria! Hahaha

O mesmo STJD que agiu rápido para que o Souza Caveirão pudesse entrar em campo e meter dois gols na gente providenciará um patcha gancho ao Bigode.

Mas enquanto isso...

Forza, Palestra!

por Alex Augusto

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