El Pirata botou o goleiro de seleção no bolso: dois na sacola!
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| [Eduardo Viana/Lancepress] |
Dois golaços de pura “catiguria”, como disse há pouco o
Marcão. No primeiro, Hernán Barcos ganhou do lateral direito do Botafogo com
tanta facilidade que parecia mentira. A poucos metros de Jefferson, teve calma além
da suficiente para colocar a bola na gaveta, como se fora com a mão.
No segundo tento, o argentino
recebeu grande lançamento de Artur. Após o domínio, ainda tinha a opção para
passar a bola para Obina, que passava livre de marcação ao seu lado. Pois o homem
resolveu a parada sozinho, colocando a bola simplesmente onde ela jamais seria
alcançada. Curva, trave e caixa!
O entusiasmo do palmeirense é
ainda mais válido se considerarmos o que foi o primeiro tempo. O Botafogo tomava
conta do meio de campo e finalizava mais. Murtosa viu, da beira do campo, um
time com Mazinho e Maikon Leite escondidos nas pontas, sem comunicação nenhuma
com Barcos. Nossas raras chances apareciam com o Kid, quando alguma faltinha
era cavada em qualquer lugar depois do círculo central. Mas o capitão voltou meio
descalibrado. Força, Sunção!
Mas se o time não se encontrava
dentro de campo, fora dele o torcedor tentou ajudar. Valia qualquer incentivo,
qualquer ajuda. Valia até headshot no
bandeirinha! Que mira é essa, meu irmão?! Hahaha
Voltando ao jogo, parece que só
era permitido jogar bem daquele lado do campo, porque no segundo tempo quem
sumiu foi o Botafogo. Apesar de Bruno ter sido exigido em alguns lances, osh
cariocash deram a impressão que já pensam exclusivamente no nacional, mesmo.
Murtosa-Felipão colocou Fernandinho para jogar com Juninho na esquerda, e
acabou dando certo; na direita, Artur mostrou mais uma vez que o Palmeiras fez
bem em vender Cicinho.
Show de Barcos à parte, as
laterais foram mesmo os setores que definiram o placar. Artur aproveitou-se de
uma das subidas do Sazevedo para dar uma assistência a gol. Se de um lado o
meia-dúzia cabeludo é metido a ponta-esquerda e deixa uma avenida em seu
costado, do outro o tal de Lucas falhou bisonhamente no nosso primeiro gol.
Ficou ainda mais perdido em seu setor após a entrada de Fernandinho, que
melhorou nossa pegada por ali.
O resultado encaminha a nostra vaga para a fase internacional,
apesar da boa qualidade técnica da equipe carioca e das plenas condições deles
reverterem o resultado, assim como já fizemos com o Vitória recentemente. Mas,
cá entre nós, não pode nem passar pela nossa cabeça a perda dessa vaga. Já que nem
mesmo as calculadoras acreditam mais em nossas chances de título no BR-12, precisamos
manter algum foco e lutar por um objetivo concreto também no segundo semestre.
Então que revivamos 1998, quando abocanhamos uma Copa do Brasil e uma Mercosul,
a finada mãe dessa Sula. Na ocasião, a dupla de bigodes mais copeira do Brasil também
estava lá.
Agora é Operação Brasileirão.
Vamos bicudar essa zona de rebaixamento de uma vez por todas já nesse sábado,
contra o Inter, com a ajuda de Hernán Barcos. Há quanto tempo não víamos um 9
que desequilibra tantos jogos como esse! Vida longa ao Pirata, e...
Forza Palestra!
por Alex Augusto

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