Rafael
Del Giudice Noronha
Foi com muito sofrimento que o
Corinthians conseguiu vencer o Vasco. Peço desculpas pela demora na postagem,
mas hoje, vamos falar um pouco da partida, da sua repercussão e do significado
daquela vitória que levou o Timão às semifinais da Libertadores da América.
O jogo foi típico de Libertadores.
Truncado. Tenso e as emoções eram muito mais pelo que a partida significava do
que pelos lances. Poucas oportunidades, erros de passe, encontrões. É, não foi
um futebol bonito. Não fosse a cabeçada do Paulinho no primeiro tempo, quando
Fernando Prass fez uma bela defesa, o primeiro tempo teria terminado com as
cobranças de falta de Juninho Pernambucano, que não foram eficazes como de
costume e com um único lance de ataque do Corinthians, depois de uma cobrança de
lateral tosca – como todos os laterais batidos pelo Coringão – a bola sobrou
para Emerson dentro da área que finalizou pra fora. Restavam então mais 45
minutos, talvez, os pênaltis.
O Corinthians veio com tudo. Se lançou ao
ataque nos primeiros vinte minutos do segundo tempo. E quase pagou caro no
lance em que o lateral Alessandro chutou a bola em Diego Souza e o jogador
vascaíno percorreu metade do campo sozinho com a bola, mas se apequenou diante
de Cássio, que pode ter feito ali uma das maiores defesas de sua vida. O
goleiro, no entanto, teve algumas falhas infantis para um jogador da sua
categoria.
E como diria o outro, quem não faz toma.
O Corinthians não desiste da partida, joga até o último minuto. Assim, aos 42
minutos do último tempo das quartas de finais, Paulinho subiu ao melhor estilo
centroavante e decretou a vitória que classificou o Timão para a semifinal.
Mais de 36 mil pessoas estiveram presentes ao Pacaembu, que teve nas
arquibancadas Dentinho, William e Bruno César, ex-jogadores da história recente
do time de Parque São Jorge.
Por falar em arquibancadas, Tite
juntou-se ao bando de loucos depois da expulsão. Sempre pensei que ele não era
meio certo da cabeça, o fato, comprovou a tese. Do alambrado, como um típico
torcedor corinthiano, passou instruções para a equipe, sofreu como o
trabalhador que pega seu suado dinheiro e sem nem pensar, usa para ver a equipe
em campo. Fato inédito, marcante.
Ao final do jogo, o chavão se apresentou
para a imprensa “o Corinthians iguala a melhor campanha de sua história e segue
o sonho da Libertadores.” Chavão para imprensa, piada (INVEJA) para outras
torcidas.
Não entendo a razão de tanta preocupação
com a classificação corinthiana. Dizem e gritam alto “MEU TIME GANHOU UMA, DUAS
OU TRÊS LIBERTADORES. FOGOS POR UMA SEMIFINAL?” Respondo. Sim, fogos por uma
semifinal. E o dia que me explicarem como uma torcida cresce numa seca de 23
anos de títulos, venho discutir essa questão tão complicada para uns, tão
revoltante para outros e tão simples para nós: amor ao clube em todas as horas,
boas ou ruins, sem a necessidade de uma fase positiva para atingir um
crescimento considerável no número de torcedores.
Por isso, querido torcedor invejoso, não
zombe da alegria corinthiana, porque se com a tristeza nos 23 anos sem título a
Fiel aumentou, imagina do que somos capazes em vitórias, mesmo que pequenas e
mesmo que “insignificantes”, para vocês.
Para nós essa vitória significa muito.
Assim como qualquer vitória. Num dos primeiros posts neste blog eu disse e
repito: vencer nunca é demais. Está na hora de saborearmos o título da América,
que São Jorge nos abençoe. E que nós, corinthianos, continuemos comemorando
nossas vitórias, com a nossa torcida, com o nosso time, sem precisar se
preocupar com o que está de fora.
É isso. Estamos na semifinal. Secamos (é
claro) o Santos para não enfrentarmos um dos melhores times da atualidade, mas,
Muricy, Neymar e companhia são competentes e novos embates certamente
emocionantes serão vistos por todas as torcidas, inclusive aquelas muitas e tão
grandes de times tão fortes que, claro, estão de fora. Acompanhem hein, Fox
Sports e Globo, não se esqueçam!
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