sexta-feira, 25 de maio de 2012

Faltam quatro!


Alex Augusto

A distância até a taça caiu para quatro batalhas. Restaram quatro times. Agora só tem cachorro grande, mas nota-se que nenhum deles é de quatro cabeças.
       Eu esperava estar escrevendo sobre o alívio que foi botar o CAP para fora da Copa do Brasil, mas o jogo não foi assim tão angustiante. Perdão, leitor: quando eu disser “jogo”, refiro-me apenas ao segundo tempo de Palmeiras x Atlético-PR. Os primeiros 45 minutos foram duros de assistir, piores do que todos os 90 contra a Portuguesa. Se você chegou a ver, certamente já apagou-os da memória.
Voltando a falar do jogo, o Palmeiras enfim jogou com autoridade, com raça, botinando quando tinha que botinar. Mas foi eficiente também com a bola nos pés, o que nunca é demais. O gol que deu a tranquilidade necessária ao time saiu assim que Felipão botou para jogar Luan e Maikon Leite, o novo “filho do vento” (tá, eu sei, não chega a tanto).
O placar foi aberto em Barueri após bela meia-lua do camisa 7 pra cima do tal de Foguinho. Valdivia recebeu com o gol aberto, mas preferiu deixar o serviço para Luan, que hoje já é mais querido que o Santana. Luan, o meteoro do Palestra, o queridinho do chefe. Eis a prova viva de que o mundo dá voltas. Quem te viu, quem te vê, hein, rapaz? Ovacionado pela galera antes mesmo de entrar, e tudo mais. Será que a cirurgia endireitou de vez sua canhota? Aguardemos.
A partir daí, o Palmeiras cozinhou o jogo, segurou a bola e não foi ameaçado pelo adversário, já mortinho em campo. Antes do fim ainda teve mais de Maikon Leite, que cobrou escanteio no lugar de Assunção. Valdivia contabilizou mais uma assistência ao desviar para Henrique, de cabeça, fechar a conta e passar a régua: dois a zero.
Mais tarde o Diego Souza fez o favor de adiar a eliminação dos virgens por mais alguns dias. Aquele gol até eu, você, o Deivid ou um cego-perneta-sem-muleta faríamos. Mas se o moicano da baixada fizer com o timinho 50% do que fez com o colorado, tudo voltará para o seu devido lugar, e os sonhos permanecerão nas prateleiras da padaria mais próxima.
Voltando à Copa, o Goiás até deu um calor nelas, mas acabou dando a lógica. Clubismos à parte, a verdade é que qualquer um dos quatro semifinalistas tem chances iguais de ser campeão – favoritismo zero. Agora começaremos uma competição à parte com o Grêmio. Felipão de um lado, Luxemburgo de outro. Serão três duelos interessantes. O primeiro deles vale mais três pontos no BR-12 e servirá para os veteranos treinadores se estudarem o suficiente.
Os pseudoargentinos podem apelar pra avalanche tricolor, pro pofexô Luxa ou até pro Judas 30. Não adianta, o Bigode mais copeiro do Brasil é nosso, e essa taça há de vir. Vamo ganhar, Porco!

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