Alex Augusto
A
distância até a taça caiu para quatro batalhas. Restaram quatro times. Agora só
tem cachorro grande, mas nota-se que nenhum deles é de quatro cabeças.
Eu esperava estar escrevendo sobre o
alívio que foi botar o CAP para fora da Copa do Brasil, mas o jogo não foi
assim tão angustiante. Perdão, leitor: quando eu disser “jogo”, refiro-me
apenas ao segundo tempo de Palmeiras x Atlético-PR. Os primeiros 45 minutos
foram duros de assistir, piores do que todos os 90 contra a Portuguesa. Se você
chegou a ver, certamente já apagou-os da memória.
Voltando
a falar do jogo, o Palmeiras enfim jogou com autoridade, com raça, botinando
quando tinha que botinar. Mas foi eficiente também com a bola nos pés, o que
nunca é demais. O gol que deu a tranquilidade necessária ao time saiu assim que
Felipão botou para jogar Luan e Maikon Leite, o novo “filho do vento” (tá, eu sei, não chega a tanto).
O
placar foi aberto em Barueri após bela meia-lua do camisa 7 pra cima do tal de
Foguinho. Valdivia recebeu com o gol aberto, mas preferiu deixar o serviço para
Luan, que hoje já é mais querido que o Santana. Luan, o meteoro do Palestra, o
queridinho do chefe. Eis a prova viva de que o mundo dá voltas. Quem te viu,
quem te vê, hein, rapaz? Ovacionado pela galera antes mesmo de entrar, e tudo
mais. Será que a cirurgia endireitou de vez sua canhota? Aguardemos.
A
partir daí, o Palmeiras cozinhou o jogo, segurou a bola e não foi ameaçado pelo
adversário, já mortinho em campo. Antes do fim ainda teve mais de Maikon Leite,
que cobrou escanteio no lugar de Assunção. Valdivia contabilizou mais uma
assistência ao desviar para Henrique, de cabeça, fechar a conta e passar a
régua: dois a zero.
Mais
tarde o Diego Souza fez o favor de adiar a eliminação dos virgens por mais
alguns dias. Aquele gol até eu, você, o Deivid ou um cego-perneta-sem-muleta
faríamos. Mas se o moicano da baixada fizer com o timinho 50% do que fez com o
colorado, tudo voltará para o seu devido lugar, e os sonhos permanecerão nas
prateleiras da padaria mais próxima.
Voltando
à Copa, o Goiás até deu um calor nelas, mas acabou dando a lógica. Clubismos à
parte, a verdade é que qualquer um dos quatro semifinalistas tem chances iguais
de ser campeão – favoritismo zero. Agora começaremos uma competição à parte com
o Grêmio. Felipão de um lado, Luxemburgo de outro. Serão três duelos
interessantes. O primeiro deles vale mais três pontos no BR-12 e servirá para os
veteranos treinadores se estudarem o suficiente.
Os
pseudoargentinos podem apelar pra avalanche tricolor, pro pofexô Luxa ou até pro Judas 30. Não adianta, o Bigode mais copeiro
do Brasil é nosso, e essa taça há de vir. Vamo
ganhar, Porco!
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