Rafael Del Giudice Noronha
35 anos depois da sua primeira participação no torneio, o Corinthians ergueu a taça de campeão da América. Sorte da Libertadores. Tem agora um clube que já devia estar há tempos gravado na história. Mas, a história quis que demorasse um tiquinho.
O mundo pode acabar tranquilo, estaremos felizes. A batalha final que começou no dia da independência norte-americana, terminou nos 30 anos do desastre do Sarriá. Lá de cima, Sócrates se redimiu daquele jogo de 82 – pelo menos com os corintianos – e abençoou Danilo, que com o calcanhar, deixou Sheik na cara do gol.
Depois o Schiavi mostrou o que todo mundo dizia: a fraqueza da zaga argentina com a bola no chão. Caruzzo teve de se conter para não dar no Sheik que ofereceu o rosto e ainda mordeu o adversário. Malandragem da bola.
Assim foram os dois últimos gols da campanha invicta do Corinthians. Campeão com méritos. Vencemos Santos, Vasco e Boca Juniors. É tudo nosso.
Pois é, fim das piadas prontas. Coloquem a criatividade pra funcionar, porque sem piada e zoação, o futebol morre.
A obsessão centenária é algo alienado e fala dela quem é ignorante. Sim, se você fala isso você é ignorante, babaca, lê pouco e nada sabe de futebol. Ok, vamos deixar isso de lado. A rivalidade tem de existir sim, é por ela que o futebol vive e é apenas por causa dela que este e alguns outros parágrafos estarão aqui.
Santistas dizem que já foram campeões invictos, em 63. Uma coisa é jogar 4 jogos, outra é 14. Eles tem 3 títulos, estamos atrás na história, mas esse ano não deu Boca, né Peixe?
São Paulinos dizem que ganharam muito mais do que nós nos seus 75 anos. Tá certo, não vou entrar nessa discussão. Ou vocês são campeões da Copa do Brasil? Agora só me responda, porque vocês têm que justificar nossa vitória com seu título? Seu clube não é grande o bastante e precisa da glória do outro para tentar mostrar que um dia ganhou alguma coisa? Ah, vá procurar um técnico pra xingar de burro e pare de assistir ao meu. Fiquem espertos e notem a inversão das coisas sobre quem é exemplo nacional e quem é vexame.
E os palmeirenses... Ah, palmeirenses, vocês já foram grandes, hoje têm a terrível mania de se apequenarem. Ou seria a falta que a Parmalat faz? Não precisa disso não. Onde já se viu um clube como Palmeiras jogar uma final em Barueri? Nada contra Barueri, mas o Palmeiras, dito tão bom, grande, vitorioso, vai até Barueri, diz que existe a “mística” do estádio? Não palmeirense. Resolva primeiro esse problemazinho interno aí e depois a gente conversa. Até porque em Libertadores, estamos empatados, right? Boa sorte hoje contra o Coxa. Vou “torcer” pelo título, afinal, sei que lá no céu, um antigo palmeirense chamado Pedro também ficou feliz com a conquista corintiana. Avô é avô.
Como bem disse Juca Kfouri, do Trio de Ferro, só o Corinthians tem os maiores títulos do futebol brasileiro. Ao São Paulo, falta a Copa do Brasil. Ao Palmeiras, o Mundial.
Flamenguistas? Bem, vocês vivem do título de 81 até hoje. Não sabem se organizar. São grandes em número e pequenos no resto. Fosse o Flamengo menos ignorante politicamente, talvez hoje o time representasse a grandeza de sua torcida.
E a Libertadores? Agora, ganhou o Corinthians no grupo dos campeões. Quem sabe assim, o torneio comece a tomar forma mais profissional e até humana. Jogos com altitudes covardes que desgastam os jogadores, escanteios sendo cobrados sob a proteção de escudos, isso tem de acabar. O torneio enaltecido por nós brasileiros, quando visto com olhos menos apaixonados não é lá essas coisas. Existem timecos.
Mas, precisávamos do título. Problema resolvido, tá lá. 2012: Corinthians campeão. Assim como tá no site da FIFA, CORINTHIANS PRIMEIRO CAMPEÃO MUNDIAL, é só acessar, sem discussão, sem fanatismo.
Temos a América sob nossos pés e CALAMOS A/O BOCA! Fizemos o que o Palmeiras de 2000, o Santos de 2003 e o Grêmio de 2007 não conseguiram. E o que nenhum outro clube conseguiu. 14 jogos invictos, fato inédito. Agora, aguenta, porque nós chegamos e provamos que a taça em si, não mede a grandeza de um clube. Não estamos maiores com essa conquista. Mas o torneio, ah, amigo, o torneio agora se agigantou. Festa como a dessa madrugada será difícil de ver novamente.
Na minha cidade tinha abraço de quem nunca se viu, comemoração em conjunto de quem nem se fala, sorriso e o mesmo grito de gente totalmente diferente. Trio elétrico, rojão, carnaval fora de época. Festa não pela taça. Pelo Corinthians. O título tem um tom de resposta e essa resposta talvez seja mais saborosa que a conquista.
Com as armas de Jorge, a data da independência dos EUA marca, a partir de agora, o dia da Libertação corintiana. O dia que a Libertadores ganhou, o dia que o futebol ganhou. O dia em que um gigante mostrou que sua grandeza não depende de um título ou outro. Corinthians é Corinthians por nada mais além do Corinthians.
Sofremos, choramos, caímos, gritamos, brigamos, erramos, pecamos. Aprendemos, jogamos, vibramos, comemoramos, conquistamos. N Ó S. A Nação Corinthians.
Desculpe pelo texto todo desestruturado, impossível não se perder nesse emaranhado de emoções que é ser corintiano.
Mauro Cezar Pereira, comentarista da ESPN, após a vitória do Chelsea sobre o Barça, disse que o futebol era a melhor invenção do homem. Concordo com essa opinião, mas acrescento: o Corinthians é a melhor invenção dentro do melhor invento do homem.
Depois do Santos de Pelé, Flamengo de Zico, Grêmio de Renato Gaúcho, São Paulo de Telê, Raí e Rogério Ceni, Palmeiras de Felipão, Marcos e Alex, Boca Juniors de Riquelme, Estudiantes de Verón e todas as outras equipes que tiveram um grande comandante, a Libertadores ganhou o CORINTHIANS.
E o Corinthians é do Povo, da Fiel, do Sanatório. Tinha de ser no Pacaembu, tinha de ser assim, sete meses após a morte do Doutor, eu te digo que sinto muito querido rival, mas agora, agora aguenta!
VAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAI CORINTHIANS!
Santos foi campeão invicto e em cima do Boca Juniors na final , ou seja o Santos fez esse fato que você disse ter sido algo que nenhum outro time no Brasil fez.
ResponderExcluirLeia atentamente. O que disse foi que ninguém fez ganhando 14 jogos. O máximo na história da Libertadores, antes do Corinthians, foi de 7 jogos de invencibilidade. A invencibilidade santista, dita acima, foi de 4 jogos, pois como era campeão do torneio em 62, entrou na fase semifinal de 63. Atenção leitor corneta, senão fica feio pra você, pô!
ResponderExcluir"Santistas dizem que já foram campeões invictos, em 63. Uma coisa é jogar 4 jogos, outra é 14."