sexta-feira, 15 de junho de 2012

Vantagem corintiana

Lá se foi a primeira parte da decisão, por água abaixo. Foram 90 minutos alternados entre uma certa sonolência, troca de passes não muito eficiente, preciosismo, correria e consequentemente a derrota. Ninguém disse que seria fácil, e não foi. Muito pelo contrário, eu sabia que seria difícil.

Levando em consideração tudo o que aconteceu ou deixou de acontecer na quarta-feira posso dizer que não consegui entender até agora o que meu time fez durante o jogo. Um esquema tático talvez ferido por conta da não colaboração de todos os setores? Uma defesa insuficiente? Um ataque desconectado? Falta de vontade? Confiança demais? Ou um adversário que fizesse por onde e buscasse a vitória? Eu sinceramente não sei dizer ao certo o que fez com que as coisas não saíssem como esperávamos.

Assistindo ao jogo calada e apreensiva desde o primeiro minuto, posso afirmar que eu devia estar mais preocupada que os próprios jogadores do Santos. Logo no primeiro tempo eu senti que as coisas estavam complicadas, e depois da defesa deixar o tão aclamado Sheik livre e tranquilo avançar pela grande área e chegar até o gol então... Depois disso aconteceu o que eu menos queria ver: um gol do adversário. Na verdade um golaço, diga-se de passagem. Mas era como os torcedores corintianos provavelmente estavam esperando que fosse, com as grandes estrelas do Santos apagadas e sem espaço.

O Corinthians, que há um certo tempo eu não via jogar de maneira tão eficiente, fez seu dever fora de casa como devidamente esperava. Marcação sempre pontual, fechada, e o mais importante de tudo: eficiente. Uma das coisas que mais fizeram diferença no jogo, você vai concordar. Apagando Neymar, Ganso, Arouca e companhia nada mais acontecia. Vez ou outra Juan aparecia na frente, cruzando para o primeiro que aparecia na área, mas nada que mudasse a postura do jogo. E por falar em Neymar, deixe-me colocar um pensamento. Porque só aos 30 da segunda etapa surgiu aquela vontade que te fez virar para todos e dizer de peito cheio “Vamos virar essa porra” ? Demorou pra cair a ficha? Por favor, queira redimir-se na semana que vem, mocinho rebelde.

E ainda tem o assunto Seleção, não é? Ah, me lembrei que nosso querido Laor deu um depoimento um tanto quanto polêmico ontem. Neste depoimento ao site http://lancenet.com.br foram ditas as tais palavras: ”É no mínimo estranho que uma ótima equipe como esta do Corinthians, campeã brasileira, na semifinal da Libertadores, não ter nenhum jogador convocado para a Seleção Brasileira nesses últimos amistosos. Esse episódio torna-se ainda mais estranho ao lembrar que a Seleção conta com um diretor assumidamente corintiano, o Andrés Sanches (diretor de Seleções), e um treinador também corintiano, que tem uma história pelo clube, o Mano menezes”.

Luis Álvaro insiste em jogar a culpa na Seleção Brasileira, na conspiração dos adversários e em sabe-se mais o que. Pra que? Acho que ficaria mais bonito dar a cara a tapa e dizer que o time teve dificuldade em passar por uma defesa bem montada. Mas sabemos que não será assim, pelo menos não no futebol. Enfim, são tantas coisas a serem faladas que eu poderia ficar aqui listando-as por horas, embora eu saiba que isso não resulte em nada. O que resta é esperar. E só.

A esperança não acabou, como eu disse que não acabaria. Ainda restam 90 minutos de decisão, quero e espero que meu Santos faça toda essa caminhada valer. E vai fazer, eu acredito. Eu quero o tetra, por mais difícil e distante que ele esteja.

Jogue o que jogar, és o leão do mar; salve o nosso campeão! VAI PRA CIMA DELES, SANTOS!

Por Even Vendramini

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