quarta-feira, 20 de junho de 2012

O time e o dia da virada

Hoje é um daqueles dias em que só um assunto passa pela cabeça: futebol. Dia de decisão, de redenção, de semifinal da Libertadores. E não vai ser fácil, todos nós sabemos.

Taticamente falando, o time continua praticamente o mesmo. A novidade ficará por conta de Borges, que se juntará a Neymar e Kardec no ataque. Para que isso possa acontecer, é preciso que alguém saia do time titular e estrele o banco, e o escolhido foi Elano. O guerreiro Léo estará à disposição do técnico e poderá entrar em campo na segunda etapa do jogo. Fora essas alterações e a vontade de ganhar explícita em todos os jogadores, o time não muda muito. Bom, pelo menos eu espero que não. Até porque seria loucura arriscar uma escalação que não está consolidada.

Irritados por conta do último jogo em que perderam por 1 a 0 para o time da marginal, os jogadores da baixada santista entrarão em campo com muita vontade, e isso é tão bom quanto já possuir três libertadores na bagagem. Mas não basta essas três, queremos a quarta. Queremos repetir o que só o time de Pelé conseguiu. Queremos duas libertadores consecutivas, assim como aconteceu em 62 e 63. Para muitas pessoas isso é sonho, ilusão, ou até mesmo impossível, mas para os acreditam em seu time isso é mais uma oportunidade de fazer história, e o Santos entende bem do assunto.

Dados computados, placares anteriores e a lógica de pessoas equivocadas dizem que a vaga na final é do Corinthians. Eu não iria com tanta sede ao pote. Existe, sim, a vantagem corintiana, a melhor defesa do torneio, e todo o blá blá blá de gente que não sabe o que fala, mas do outro lado está um time que não se rende tão fácil assim. Não que eu seja a dona da verdade, mas o futebol é uma caixinha de surpresas, e não se pode adivinhar nada. Hoje a fé vai falar mais alto que todas as vozes de comentaristas, chateadores e engraçadinhos. Como eu sempre digo, hoje tem que ser dia. E vai ser.

Por outro lado, sabemos que só a garra não é o suficiente. O Santos precisa jogar o que sabe, precisa mostrar ao adversário a que veio, e mais uma vez, fazer história. Um time que sempre reagiu bem à pressão de decisões não pode deixar a luta na metade do caminho, e a nação santista sabe que isso não vai acontecer.

Agora o que nos resta é esperar que o jogo comece, que a vitória venha e que possamos disputar mais uma final da Libertadores. Por mais difícil que seja e independente do resultado de hoje, eu nunca vou deixar de acreditar. Sou santista na vitória e na derrota.

“Tua história me orgulha em torcer, tua existência me incentiva a viver. Nasci santista e assim hei de morrer.”

VAI SANTOS, EU QUERO O TETRA!

* Foto publicada no facebook oficial do clube (http://facebook.com/santosfc).

Por Even Vendramini

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