
E depois de 87 minutos de um jogo tão estudado, brigado, marcado e, acima de tudo, nervoso (ficou claro, não?), a entonação do grito de GOL rasgou todos os decibéis audíveis e inaudíveis pelo ser humano. Ainda teve segunda dose, para o palmeirense lavar a alma e começar a flertar desde hoje com a vaga para a final.
O Palmeiras marcou o time do Grêmio de maneira surpreendente e impecável. Surpreendente porque não costuma fazer isso em jogo algum do Paulista ou do Brasileiro. Impecável porque o Grêmio nem parecia jogar em casa e foi absolutamente anulado por todo o tempo.
O Bigode mostrou que ainda conhece cada cm² do gramado do Olímpico Monumental. Kleber não conseguiu ao menos respirar. Miralles, após marcar alguns tentos nos últimos jogos, voltou à sua normalidade (um cone de pessoa). Uma marota cobrança de falta batida por Fernando na trave foi o que o Grêmio conseguiu chegar mais perto da meta alviverde. Se Luis Felipe Scolari já contava com a veneração da torcida adversária antes do jogo, agora então os gremistas suspiram de saudade do seu técnico 'copeiro', como eles gostam de dizer.
O Palmeiras entrou com um inesperado 3-5-2, com Henrique fazendo o primeiro volante, Artur de zagueiro e João Vitor caindo pela direita, contrariando o desenho tático mostrado na TV. E deu certo. Marco Antônio foi outro que não produziu absolutamente nada. Dessa vez reconheço que a galera tem razão ao vaiá-lo a cada inevitável e previsível substituição. No primeiro tempo, só faltou ao time alviverde um pouco mais de calma com a bola nos pés. Todo mundo estava muito afoito quando roubávamos a redonda.
No segundo, o Grêmio percebeu que do jeito que estava não dava para continuar. Quando algum tricolor tinha a bola, lá estava um palestrino pronto para dar o bote e outro já na cobertura. O rápido meia Rondinelly foi a campo, após Judas 30 e Miralles darem lugar a Marcelo Moreno e André Lima. Foi como se não tivessem entrado em campo. Impressionante.
Enquanto isso, Artur saía para a entrada de Cicinho, que foi jogar nas costas do medíocre Pará. Henrique, Thiago Heleno e Maurício Ramos mantiveram-se bem como linha de zaga. Tudo muito bom, tudo muito bem? Nada disso, tudo muito pegado, muito catimbado. Quarenta minutos do segundo tempo e nada de gol sair. Nessa lei idiota do gol fora de casa, o resultado era bom para o Grêmio, no fim das contas.
Pois então Don Felipone saca o nosso querido Barril (vulgo Daniel Carvalho) para armar alguma correria com Mazinho, quando imaginava-se a entrada de Maikon Leite. E o nosso 'Messi Black' fez brilhar a sua estrela e a de Felipão, pois recebeu ótima enfiada de bola do Cicinho e tocou consciente na saída de Victor...
Explosão de um só torcedor no meu quarto. Êxtase de 15 milhões Brasil afora. Gol de Mazinho!
Os jogadores gremistas pareciam mais atordoados do que Luxa, do que a torcida, do que um lutador caído às cordas. Desanimaram tanto que Barcos recebeu cruzamento de Juninho e cabeceou quase que despretenciosamente.
Assim pensou Victor. Engano o dele.
Dois a zero no contrapé do goleirão, calando 45 mil vozes de um Olímpico lotado.
Minto. O Olímpico não se calou coisa nenhuma, pelo contrário: cantou e vibrou loucamente, cantando o hino do Verdão!
Inesquecível!
A vaga não está ganha, mas está bem encaminhada. Agora é utilizar-se disso tudo para vencer pela primeira vez no BR-12 e não ficar tão distante do pelotão da frente. Valeu Felipão! Barcos, Mazinho, todo mundo!
Agora faltam três batalhas. Rumo à final!
#ForzaPalestra
#FicaValdivia
Belo texto garoto Cajobi. "Judas 30" foi foda hahaha.. e como eu disse antes, foi mesmo de lavar a nossa alma
ResponderExcluirValeu! O termo "lavar a alma" foi contribuição sua, mesmo.. hahah
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