
Ainda a anos-luz da colocação ideal na tabela, o Palmeiras enfim venceu no BR-12. A virada sobre o Figueira levanta o astral do grupo e serve como um estimulante adicional para a decisão de quinta-feira.
Mas verdade seja dita. O time continua errando passes medonhos sem parar, nosso meio-campo depende demais de um Valdivia que nem sempre está inspirado, vários jogadores não atravessam boa fase (alguns nunca a tiveram) e por muitas vezes nosso futebol se resume a uma marcação ineficiente, contra-ataques improdutivos e à bola parada como única alternativa. Pouco, muito pouco.
Esse foi o retrato do primeiro tempo, quando os visitantes mostravam muito mais vontade de vencer. A única explicação para que o futebol apresentado na Copa do Brasil seja tão diferente só pode ser o pagamento de bixo mais gordo em jogos de mata-mata. $endo assim, que levantem a taça então, para todo mundo ficar feliz.
O gol de voleio: Julio César emendou um chute lindo e indefensável aproveitando cruzamento do lateral-esquerdo. Palmas para o atacante careca e para João Vitor, que tentou dar o bote no Guilherme Santos com o traseiro. Nosso lado direito está sofrível. 0x1.
O gol de paraguaio: Román substituiu o lesionado Maurício Ramos e pode até pintar como titular na final, principalmente se Henrique não for mesmo absolvido. As chances do camisa 5 aumentaram depois do gol de cabeça, após escanteio cobrado por Maikon Leite. E fez um bom trabalho também lá atrás. 1x1.
Felipão não mexeu no time durante o intervalo, mas certamente mexeu com os jogadores, que voltaram com outra pegada. Até o Saraújo quase faz um golaço, mas na hora H acabou pisando na bola. Isso mesmo, literalmente.
O gol de alívio: da ponta direita Maikon Leite chuveirou na área aos 39’ do 2º tempo para Barcos dividir com o Sr. Wilson e fazer um gol chorado que só. Oportunismo puro do artilheiro alviverde da temporada, que voltou a trocar de chuteiras constantemente. 2x1.
O gol do cara: fazia tempo que eu não dizia isso, mas, como é bom ver o Maikon jogando bem e decidindo jogos. Após ter perdido o gol-feito-de-cada-jogo, deu duas assistências. Só que faltava o dele. Fernandinho enfiou para o camisa 7 partir sozinho na velocidade. Aí foi só deslocar o goleirão e sair pro abraço. 3x1.
Agora eu abro aspas, porque hoje quem vai concluir o post é o Bigode.
"O campeonato é longo, mas a boiada passa, e você vai beber água suja. Temos de pontuar e alcançar a boiada, a vitória de hoje foi importante para isso. Corremos riscos, mas no fim tudo deu certo."
Faltou só a bufada dele. E o tchê.
Forza Palestra! Scoppia che la Copa è nostra!
E não se esqueçam: o Fluminense também achou que ia passar...
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