Rafael
Del Giudice Noronha
Estamos
na final e sabemos, ainda é pouco. O torcedor corintiano quer o título de
qualquer maneira e pela primeira vez temos a real chance de disputá-lo.
A
vontade de escrever aqui é de mandar todo mundo para aquele lugar. Mas, calma,
calma. Não temos o título da Libertadores, apenas eliminamos o atual campeão,
detentor do maior popstar do futebol brasileiro – que tem muito talento – e de
um meia que já merece ser criticado. Ganso foi elevado a um nível no imaginário
do torcedor que talvez não seja o dele. Enfim, eliminamos um Santos que tem ótimos
jogadores, o treinador mais vitorioso dos últimos 6 anos no Brasil. Merecemos,
no mínimo, respeito.
E,
por favor, não venham com o mimimi de que não ganhou o futebol bonito. De que
foram jogos ruins. Foi incrível. Basta analisar o time que passou. Este time
treina desde a eliminação para o Tolima. Este time vence seus jogos na
disposição tática e na marcação. Este time joga por contra-ataques e bolas
paradas. Este time tem além da disposição tática, um físico (indiscutivelmente
essencial no futebol) pra lá de afinado. Então, pergunto: o que está errado?
Onde o futebol perdeu? Onde as “expectativas não foram correspondidas?”
Ora,
caro torcedor, o Corinthians joga assim, todo mundo sabe, é coletivo. Agora
olhe os jogos. Na Vila, contra-ataque mortal e go-la-ço do Sheik. Sem espaços o
time do Santos não conseguiu jogar e o Timão parecia – e estava – mais inteiro
em todas as jogadas.
Ontem, no Pacaembu não foi um primeiro tempo característico do Corinthians, jogou recuado demais. Mas, quando voltou, em uma bola parada, Danilo igualou o marcador que havia sido aberto por Neymar. O que vimos depois? Imposição tática e física, alguns contra-ataques e uma marcação que parou os astros da Vila.
Pergunto,
mais uma vez. O que há de errado? Espetáculo não é só passar o pé em cima da
bola, driblar três e marcar o gol. Qualquer um que assiste futebol com certa
frequência conhece o estilo de jogo do Corinthians e sabia que seria assim.
Portanto não foi errado, não foi ruim. É bonito sim reconhecer suas
características e conseguir colocá-las em prática.
Sei
que dos poucos que leem aos posts, surgirão aqueles dizendo que não foi tirado
nenhum coelho da cartola, que faltou o improviso. Ok chorões, ok. Peguem lá o
gol do Sheik: todas as características do Corinthians com uma conclusão
fantástica, diferente. Pra nós, esse coelhinho basta. Nós passamos, ponto FINAL.
Agora
estamos na decisão com um futebol de imposição física, tática, emocional e que
pode até ser pragmático, mas aos olhos corintianos, foi lindo. Como o mosaico
escancarado pela Fiel, meu coração ainda pulsa, o sonho ainda está vivo, foi “apenas”
mais uma etapa. Boca ou LaU, estamos aqui.
P.S.:
por favor, Corinthians, estreie no BR’12 neste final de semana e nos deixe
ainda mais feliz.
VAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAI
CORINTHIANS!
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