segunda-feira, 28 de maio de 2012

Escolinha do Prof. Bigode: aulas de reforço


Alex Augusto

Murtosa, bote isso na lousa da Academia de Futebol e faça todo mundo aí repetir 100 vezes, like Bart Simpson. Ai de quem não decorar:
Estudar, treinar, melhorar.
Jogar, acertar e eliminar.
Mas voltemos ao Olímpico...
*Felipão driblando a imprensa antes do jogo, capítulo 314
Grêmio: Victor; Gabriel, Gilberto Silva, Naldo, Pará; Fernando, Souza, Amaral (Vilson), Marco Antônio (Rondinelly); Marcelo Moreno, Miralles (André Lima). Luxemburgo.
Palmeiras: Bruno; Cicinho, Henrique, Leandro Amaro, Fernandinho*; Márcio Araújo, Marcos Assunção (Betinho), João Vitor, Felipe* (Valdivia); Luan, Hernán Barcos (Maikon Leite). Scolari.
Nosso treinador finalmente deu uma chance ao meia Felipe, que não a aproveitou. Ele simplesmente não marca ninguém. Mais que isso, fica o tempo todo esperando a bola no pé. Felipe, meu filho, aqui não é o Mogi Mirim, onde você tinha dois ou três carregadores de piano para te cobrir, viu? Fernandinho foi outro promovido a titular. Este demonstrou mais vontade de brigar pela vaga, marcando forte e mesmo assim não conseguiu aproveitar-se da sonolência do fraco lateral-direito do Grêmio.
Primeiro tempo: os goleiros trabalharam poucas vezes. No lance mais agudo, Pará sofreu um pênalti de João Vitor, que o Leo Gago enfiou no travessão, para nostra alegria. Será que ele gaguejou na entrevista do intervalo?
Segundo tempo: o Palmeiras começou melhor, marcando forte e saindo rápido para tentar o gol. Ao que parece, Barcos ainda não se recuperou totalmente da contusão, pois não acertou quase nada e foi substituído. Aos poucos o mandante foi equilibrando as coisas – Bruno acabou como o goleiro mais acionado.  O Grêmio, de tanto insistir no chuveirinho, abriu o marcador pelo alto, com André Lima raspando cruzamento de Fernando. Maledetta bola aérea, velho problema da turma de trás. Dessa vez, podem colocar o gol na conta do Marcos Assunção.
Quando Valdivia e Maikon Leite foram para o jogo, o Luxa trancou seu time trocando um meia por um zagueiro. Em seguida, do lado alviverde, o centroavante inoperante Betinho ocupou o lugar de Assunção. Em vão, óbvio: esse contrato de risco do tal de Betinho é uma palhaçada que renderia um post inteiro de resmungos e indignação com os velhos bitolados donos de cantina italiana.
Sobre o Kid, realmente não era o dia dele, pois além de falhar no gol, tomou amarelo ao revidar uma suposta falta do André Lima e poderia até ter sido expulso no lance seguinte. Suas cobranças também não têm entrado como antes. Apoiando-se nisso, grande parte da imprensa imediatista detona o Marcos Assunção e diz que ele atrapalha a equipe quando o Palmeiras não tem a bola, por sua lentidão e fraco poder de marcação. Mas a verdade é que muito torcedor por aí gostaria de ver um cara desses no time. Sou desses. Estou com o Felipão e também não abriria mão do veterano, que quase sempre é decisivo (hoje foi para o outro lado, excepcionalmente).
Garfada da rodada: começarei uma seção aqui no blog só para contabilizar os erros grotescos cometidos pela arbitragem contra a Sociedade Esportiva Palmeiras. Contra o CAP em Curitiba já foi vergonhoso. Ontem em Porto Alegre tivemos um Pênalti com P maiúsculo cometido no Henrique nos momentos finais da partida. NÃO MARCADO. Ao fim de mais um Brasileirão o pessoal do www.placarreal.com.br calculará a tabela moral e veremos se estou falando demais. Alguém tem dúvida sobre qual será o time mais beneficiado?
Agora o jeito é aproveitar essa parada no campeonato para se acertar, porque voltaremos ao Olímpico em breve, na reta final do caminho para a redescoberta da América. No próximo post, passarei o que pude observar do tricolor gaúcho, jogador por jogador, com base nos últimos dois jogos contra Bahia e Palmeiras.
Quem não estudar direito não passa na próxima prova, ragazzi! Forza Palestra!

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