Alex Augusto
Caro leitor, muito prazer.
Sou Alex Augusto, sou apenas mais um. Sinta-se você apresentado à torcida mais
intensa e bipolar do planeta.
“Torcer
para o Palmeiras, antes de mais nada, exige sangue frio.”
Com o perdão do autor da
frase, por mim esquecido, começo este meu primeiro post pós-jogo do Palestra. E
que jogo medíocre!
Calma, palmeirense,
respire fundo. Você acabou de ver o seu time ceder o empate a um dos piores
times da competição “em casa”, nos últimos minutos de um jogo sofrível. Mas seu
time tem boas chances no mata-mata, e nem precisará ganhar do CAP para chegar
às semifinais. Mesmo precisando DEMAIS de Assunção e Valdivia para não sucumbir
miseravelmente, como nos anos anteriores.
E esse sim, é o mapa da
mina. Mapa da Copa do Brasil, competição que pode salvar o semestre alviverde.
Quiçá o ano. Quiçá os últimos 13 anos. Dio
mio, eu estou mesmo falando de Palmeiras?
Mas a vitória mais
saborosa há de vir na base da luta. Com esse time e, sobretudo, com essa
teimosia do treinador, só poderia vir na base da raça, da entrega... Do
coração. Próxima parada: Arena Barueri*, próxima quarta-feira, 19h30. O bicho
vai pegar. Faltam só cinco jogos para a redescoberta da América! Vamo pra cima, cazzo!
Ahn? Ah é, mil desculpas,
produção. Eu ainda preciso falar sobre esta estreia com o pé esquerdo no BR-12.
Pé esquerdo de Luan, que abriu o placar do Campeonato Brasileiro num belo
chute, diga-se de passagem. Mas só. Esta aí: o afilhado do Felipão não estava
cotado, mas bem que desconfiei que ele acabaria jogando. Ele e o Patrik, ainda
mais bobalhão que o seu róseo xará estrela-do-mar. Dois a menos em campo,
praticamente.
Tudo bem, eu confesso:
fiquei intercalando entre PAL x POR e SPT x FLA. Pronto, falei. Pelo menos na
Ilha do Retiro tinha pressão do time da casa. De novidade no Pacaembu, o
palestrino só pôde ver o modelo 2012/13 do manto alviverde. É chatice minha ou
todos nós vamos demorar a nos acostumar com esse prateado incômodo na farda?
Felipão, você foi o cara do
nosso maior triunfo. Você é técnico campeão da Libertadores. Mais que isso,
você é o legítimo treinador da única seleção pentacampeã mundial de futebol.
Isso ninguém há de lhe tirar. Jamais. Mas, cá para nós, de parmerista pra
parmerista (que sei que você é, senão não teria saco para estar aí até hoje):
Bigode, não dá mais para insistir no Patrik! O Felipe, revelação do Paulistão,
jogador NOSSO (!) não tem condições de jogar minimamente melhor que essa múmia
verde? Em que mundo nós estamos, santo
Dio?
O empate da fraquíssima
Portuguesa de Desportos incrivelmente foi merecido, tamanha a falta de vontade
de jogar do Palmeiras no segundo tempo. O Daniel Carvalho não segurou a bronca
na criação. Mago neles para quarta-feira. Luan no lugar do Mazinho, que vinha
bem, foi um tiro n’água. O Maikon Leite deve mesmo permanecer no banco para dar
um gás no segundo tempo, que é quando o time costuma arriar.
Nessa fase tenebrosa, nem
São Marcos nas preleções está resolvendo. Mas o sangue verde que corre nas
veias desses 15 milhões de alviverdes apaixonados não para nunca de pulsar. E
na próxima quarta as mesmas 15 millhões de vozes haverão de vaiar, cornetar,
cantar e vibrar com mais uma vitória do porco mais verde do mundo.
* Dessa vez eu não errei: o jogo de volta das quartas-de-final da Copa
Kia do Brasil-zil-zil está confirmadíssimo para Barueri. Azar dos palestrinos
paulistanos, que odeiam ter que se deslocar até lá. Mas se o nosso último resultado
positivo foi dentro daquelas maledettas quatro
linhas (4x0 no Paraná Clube), que a escrita se mantenha! E sim, eu me apego à
sorte, superstição e a qualquer mandinga ou simpatia na hora da verdade! Avanti
Palestra! Scoppia, che la vittoria è nostra!
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