domingo, 20 de maio de 2012

Ensinamento do dia: antes ter um pássaro na mão do que pretender algum outro


Alex Augusto

Caro leitor, muito prazer. Sou Alex Augusto, sou apenas mais um. Sinta-se você apresentado à torcida mais intensa e bipolar do planeta.
“Torcer para o Palmeiras, antes de mais nada, exige sangue frio.”
Com o perdão do autor da frase, por mim esquecido, começo este meu primeiro post pós-jogo do Palestra. E que jogo medíocre!
Calma, palmeirense, respire fundo. Você acabou de ver o seu time ceder o empate a um dos piores times da competição “em casa”, nos últimos minutos de um jogo sofrível. Mas seu time tem boas chances no mata-mata, e nem precisará ganhar do CAP para chegar às semifinais. Mesmo precisando DEMAIS de Assunção e Valdivia para não sucumbir miseravelmente, como nos anos anteriores.
E esse sim, é o mapa da mina. Mapa da Copa do Brasil, competição que pode salvar o semestre alviverde. Quiçá o ano. Quiçá os últimos 13 anos. Dio mio, eu estou mesmo falando de Palmeiras?
Mas a vitória mais saborosa há de vir na base da luta. Com esse time e, sobretudo, com essa teimosia do treinador, só poderia vir na base da raça, da entrega... Do coração. Próxima parada: Arena Barueri*, próxima quarta-feira, 19h30. O bicho vai pegar. Faltam só cinco jogos para a redescoberta da América! Vamo pra cima, cazzo!
Ahn? Ah é, mil desculpas, produção. Eu ainda preciso falar sobre esta estreia com o pé esquerdo no BR-12. Pé esquerdo de Luan, que abriu o placar do Campeonato Brasileiro num belo chute, diga-se de passagem. Mas só. Esta aí: o afilhado do Felipão não estava cotado, mas bem que desconfiei que ele acabaria jogando. Ele e o Patrik, ainda mais bobalhão que o seu róseo xará estrela-do-mar. Dois a menos em campo, praticamente.
Tudo bem, eu confesso: fiquei intercalando entre PAL x POR e SPT x FLA. Pronto, falei. Pelo menos na Ilha do Retiro tinha pressão do time da casa. De novidade no Pacaembu, o palestrino só pôde ver o modelo 2012/13 do manto alviverde. É chatice minha ou todos nós vamos demorar a nos acostumar com esse prateado incômodo na farda?
Felipão, você foi o cara do nosso maior triunfo. Você é técnico campeão da Libertadores. Mais que isso, você é o legítimo treinador da única seleção pentacampeã mundial de futebol. Isso ninguém há de lhe tirar. Jamais. Mas, cá para nós, de parmerista pra parmerista (que sei que você é, senão não teria saco para estar aí até hoje): Bigode, não dá mais para insistir no Patrik! O Felipe, revelação do Paulistão, jogador NOSSO (!) não tem condições de jogar minimamente melhor que essa múmia verde? Em que mundo nós estamos, santo Dio?
O empate da fraquíssima Portuguesa de Desportos incrivelmente foi merecido, tamanha a falta de vontade de jogar do Palmeiras no segundo tempo. O Daniel Carvalho não segurou a bronca na criação. Mago neles para quarta-feira. Luan no lugar do Mazinho, que vinha bem, foi um tiro n’água. O Maikon Leite deve mesmo permanecer no banco para dar um gás no segundo tempo, que é quando o time costuma arriar.

Nessa fase tenebrosa, nem São Marcos nas preleções está resolvendo. Mas o sangue verde que corre nas veias desses 15 milhões de alviverdes apaixonados não para nunca de pulsar. E na próxima quarta as mesmas 15 millhões de vozes haverão de vaiar, cornetar, cantar e vibrar com mais uma vitória do porco mais verde do mundo.




* Dessa vez eu não errei: o jogo de volta das quartas-de-final da Copa Kia do Brasil-zil-zil está confirmadíssimo para Barueri. Azar dos palestrinos paulistanos, que odeiam ter que se deslocar até lá. Mas se o nosso último resultado positivo  foi dentro daquelas maledettas quatro linhas (4x0 no Paraná Clube), que a escrita se mantenha! E sim, eu me apego à sorte, superstição e a qualquer mandinga ou simpatia na hora da verdade! Avanti Palestra! Scoppia, che la vittoria è nostra!

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